- Vimos a biografia de Mario Quintana na internet. Pontos altos: ele viveu até seus 88 anos e publicou trabalhos inéditos até seu último ano de vida (de 1923 a 1994); E a relação conturbada dele com a ABL (ele passarinho e eles passarão...)
- Estudamos também sobre as principais características nos textos de Quintana, entre estas: a presença dos antagonismos (morte x vida, amor x ódio, anonimato x solidão) e a poesia como reflexão da vida cotidiana e como fator de descoberta e surpresa;
- O processo criativo do autor também nos despertou bastante curiosidade: ele lia os próprios poemas e a partir destes criava novos, num processo de construção contínua de sua obra.
- Ao ler os textos sem uma ordem cronológica explícita, tivemos dificuldade de definir estilos e linhas, devida à longa vida literária do autor;
- Ao ler vários poemas de M. Quintana percebemos alguns temas recorrentes: o tempo, a infância, a alma, amor, vida... E as reticências (...)
- E aprendemos novas palavras: solilóquio, arroios (rio guri), frêmito, cogitabundo, trescalar...;
- Ficou difícil de eleger o nosso poema preferido, mas podemos destacar "O velho do espelho":
Por acaso, surpreendo-me no espelho: quem é esse
Que me olha e é tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto... é cada vez menos estranho...
Meu Deus, meu Deus... Parece
Meu velho pai — que já morreu!
Como pude ficarmos assim?
Nosso olhar — duro — interroga:
“ O que fizeste de mim?”
Eu, Pai?! Tu é que me invadiste,
Lentamente, ruga a ruga... Que importa?! Eu sou,
Ainda,
Aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia —a longa, a inútil guerra! —
Vi sorrir, nesses cansados olhos, um orgulho triste...
Outro de grande inspiração foi "O pior", representante dos textos simples publicados no Caderno H que tanto nos divertiram essa noite:
Por acaso, surpreendo-me no espelho: quem é esse
Que me olha e é tão mais velho do que eu?
Porém, seu rosto... é cada vez menos estranho...
Meu Deus, meu Deus... Parece
Meu velho pai — que já morreu!
Como pude ficarmos assim?
Nosso olhar — duro — interroga:
“ O que fizeste de mim?”
Eu, Pai?! Tu é que me invadiste,
Lentamente, ruga a ruga... Que importa?! Eu sou,
Ainda,
Aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia —a longa, a inútil guerra! —
Vi sorrir, nesses cansados olhos, um orgulho triste...
Outro de grande inspiração foi "O pior", representante dos textos simples publicados no Caderno H que tanto nos divertiram essa noite:
O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.
Depois de ler "A vida" resolvemos terminar nossa seção, ainda que 15 minutos antes do tempo regulamentar:Mas se a vida é tão curta como dizes porque que é que me estás lendo até agora?
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